Então…

Resolvi deixar apenas o ano de 2010 aqui. Porque? Pura preguiça de apagar tudo. :)
Não quis excluir o blog por uma única razão: eu sei que vc vai vir aqui pra fuçar a minha vida. Todo psicopata gosta de assistir ao estrago que fez, a gente vê isso em filmes all the time e vc não seria diferente.
Preciso te dizer uma coisa, simples e objetiva: vc quase conseguiu acabar comigo. Foi bem perto, mesmo! Parabéns!!! Mas vc vai ter que se esforçar mais, pelo menos comigo porque eu só consigo ter pena de quem vc é.

Poor girly… :/

Take care.

Janaina Soft.

É..

Acho que o útlimo dia de 2010 foi um dos melhores do ano todo. O primeiro de 2011 também foi bem bom… Estamos no segundo e ainda não saí da cama. Muita coisa na cabeça, muita coisa na garganta, muita coisa no peito…
Como se diz nas frases feitas : a vida sempre segue… mas, dessa vez, vai seguir diferente.

Minha promessa de ano novo?

Continuar a ser “esse tipo de gente”, porque é assim que eu sou e, só pra completar, amar muito. Me jogar sempre e não deixar que ninguém me diga o que é certo ou errado.

É!

38

Acho que as poucas pessoas que sabem o que aconteceu já esperam algo desse tipo de mim. Não que eu esteja muito a vontade ainda para falar disso, não estou. Mas tem alguma coisa querendo explodir dentro de mim a alguns dias e eu não sei como lidar com ela.
De repente o que já nem era mais tão colorido enegreceu de vez e não há nada que eu possa fazer. O preto é a unica cor que não dá pra transformar em outras, certo?
Da noite para o dia a comida ficou sem sabor, as músicas perderam o encanto e o dia parece bem mais longo do que costumava ser. A noite não termina nunca.
As vontades e os planos (mesmo que não fossem mais concretos) se foram e, como diria Adriana Calcanhoto: “nada ficou no lugar”.
Cedo demais para reconhecer erros e nos desculparmos por falhas. Cedo demais para tentar qualquer coisa que pudesse tornar esse dito “vazio” menos perceptível.
Nada de bom ficou. Como sempre, nos lembramos apenas do que pode confortar nossa posição perante o outro. Coisa de ser humano…
Enfim… “sei que nem tudo tá certo mas com calma se ajeita…”

Que um dia chegue logo.

Tanto tempo que não venho aqui que me parece até estar em um lugar estranho.
Acho que esqueci como se faz essa coisa de colocar sentimentos pra fora e tal… realmente não me lembro mais como se faz ou que causa.
Não que eu tenha ficado sem escrever, não é isso, tenho feito de gato e sapato meus cadernos em casa mas…. não é a mesma coisa.
Agora me parece meio ridícula essa coisa de expor pra todo mundo e tals e como eu não sei escrever nada que vá além do que eu sinto….

A vida tá boa, os amigos estão cada vez mais perto e o amor eu deixo para um lugar comum.

Alguns sonhos foram pra longe pra dar lugar aos que tinham que nascer.

E é isso.

E é isso…

Descobri que aprendi a ouvir não. Mas dói pra porra. Preferia quando eu não sabia ouvir e me rebelava e tentava mjudar e insistia… agora não.
Agora fica tudo por minha conta. Não posso dizer que fiz então mereço que façam por mim também. Eu fiz porque eu quis, porque achei melhor assim. A velha historia de o que é bom pra uns pode não ser pra outros.
Confesso que tenho muita coisa em mim ainda. Muitos incômodos e muitas duvidas. Mas meu romantismo imbecil me impedia de colocar tudo pra fora porque “o verdadeiro amor tudo pode, tudo vence e tudo é.” . não é bem assim. Percebo agora que as coisas poderiam ter sido diferentes se eu tivesse falado, mas não vou mais me lamentar (pelo menos não em público).
Vou levar tudo como tem que ser porque, no fundo, eu sei que tem que ser só não quero aceitar.
Vai passar. Como tantas outras coisas já passaram. Vai passar como tudo passa. E eu sei que, quando passar, vou ter guardado só o que é bom porque sou suficientemente burra pra me esquecer do que me magoou e de como me senti. Não faço a mínima questão de mudar quanto a isso. QSF.
Vou deixar esse pedaço meu aqui, pra quando quiser me lembrar dele. Mas não volto mais pra cá. Sinto muito por tudo o que ele significa mas, nesse momento, me dói pensar em tudo o que já coloquei aqui e não preciso que doa mais…
Aqui eu já descrevi dores, decepções, amores, saudades… cada letra aqui conta um pedaço de um EU que não sei se quero que continue existindo e precisei de um não hoje pra decidir isso.
Não sei se vou para outro lugar, acho que agora não mas, se for, aviso.
Tchau.

Do Querer

Do Querer.

Eu queria que meu corpo não respondesse dessa maneira às minhas decepções. Eu queria ser mais forte.
Eu queria não precisar olhar nos olhos para saber o que é real e o que é ilusão da minha cabeça.
Eu queria ser parecida com o que eu quero ser.
Eu queria que o mundo fosse menos capitalista e mais humano.
Eu queria que as não fossem deduzidas por uma noite errada. Eu queria que as pessoas olhassem o quadro todo.
Eu queria não gostar de filmes românticos e acreditar no amor de Moska, o qual eu acredito do meu jeito.
Eu queria não ser tão confusa e embaralhada e queria não precisar querer isso.
Eu queria que minha cabeça não fosse uma esponja e que meu corpo não fosse uma mão a espremê-la.
Eu queria não mais me perder dentro de mim e não precisar criar frases do tipo: só se perde o que se encontrou uma vez.
Eu queria não sentir saudade, nem essa dor incômoda no peito (que eu descobri ser a dor de um câncer e não de uma espinha)
Eu queria não precisar escrever para me expressar.
Eu queria não pensar tanto e finalmente concluir alguma coisa.
Eu queria ficar um dia só sem oscilar e queria que isso fosse natural e não induzido.
Eu queria que os abraços fossem dados naturalmente nas ruas porque todo mundo ia se sentir menos sozinho.
Eu queria não me sentir sozinha por dentro o tempo todo.
Eu queria encontrar alguém que me entendesse de verdade e queria que esse alguém não se assustasse comigo.
Eu queria conseguir me explicar e me fazer entender.
Eu queria sorrir sem peso e chorar sem medo com um ombro ao meu lado para que minhas lágrimas não se machucassem ao cair no chão.
Eu queria ser mais alta e, já que não sou, queria não achar que as pessoas altas são mais bonitas que eu.
Eu queria que o simples não fosse mais complicado que o complicado e, já que é, que não se chamasse simples.
Eu queria que a gente realmente entendesse que tudo na vida tem fim pra não sofrer toda vez que alguma coisa acaba.
Eu queria não gostar de chocolate. E queria não ter espinhas aos 25 anos.
Eu queria não ter 25 anos. Aos 18 tudo era muito mais simples, mesmo que não parecesse.
Eu queria que as pessoas aprendessem a valorizar o que tem enquanto tem e que o ditado fosse só um ditado e não uma verdade.
Eu queria andar de mãos dadas na beira da praia, pedir em casamento, ouvir um sim do sorriso e fazer amor no mar.
Eu queria que não me achassem idiota porque eu sonho com uma vida perfeita, porque eu sei que ela existe.
Eu queria que soubessem que eu sei que nada é pra sempre e que as ciosas dão certo enquanto estão vivas. Não é porque morreu que deu errado.
Eu queria não precisar de ajuda ou não sentir vergonha de recebê-la.
Eu queria que as pessoas conseguissem trocar de lugar, ás vezes, pra gente saber como é ser o outro.
Eu queria um ponto final com sorriso e com a possibilidade de se tornar uma vírgula e não o contrário.
Eu queria que a compulsão passasse.
Eu queria me trancar num quarto escuro e quieto, ouvindo música e chorar até meu corpo não agüentar mais e, quando eu acordasse, visse um anjo do meu lado.
Eu queria que o meu pedacinho mais bonito fosse realmente meu e não uma extensão de outra pessoa.
Eu queria parar por aqui…

Compulsão.

Fazia já um tempinho que não acontecia desse jeito. Veio do nada, como sempre, mas não trouxe nada de bom ou de produtivo dessa vez… foi bem como ventania: vem rápido e ligeiro e passa como se nada tivesse acontecido deixando tijolos e telhas pelo chão.
Foi assim que aconteceu: todos os copos foram destroçados para que se tenha a certeza de que não há conserto. Não restou caco sobre caco.
Dessa vez trouxe uma sensação de euforia que me deixou inquieta por muitos minutos (nem devem ter sido tantos assim mas para os loucos o tempo dura uma eternidade) e, bem como a ventania já citada, passou.
Ficou o que tinha de manhã: os nós, os desacertos e a desesperança.
Que venha uma nova manhã…

Claridade

Eu não vou te convencer
Do que é certo aqui pra mim
Eu não vou mudar você
Deixa o vento lhe mostrar
Ele sabe sobre mim

Eu não quero mais correr
Vou cuidar do meu jardim
Trago flores pra você
Deixo o tempo lhe mostrar
Nossa historia é mesmo assim

Chora, pois a chuva de agora
Vai molhar as suas rosas
E a tristeza vai ter fim
É hora, acabou a tempestade pra chegar
A claridade do amor